Seguindo o tema do universo Shadowrun Dragonfall é um jogo da Harebrained Schemes, uma empresa fundada em 2011 que se concentra principalmente na criação de jogos neste universo, o jogo foi lançado em 2014 e é o segundo na série Shadorun da empresa.
Vamos começar logo pela parte ruim, porque é sempre melhor terminar com a boa, os gráficos são super atrasados, pense em jogos do ano 2000, ou aqueles japoneses free to play mais ou menos. Os personagens mal se parecem com o desenho do retrato de quando estão falando, ninguém tem voz e existem basicamente dez tipos de inimigos.

Idênticas!

        Fora isso, eu realmente gostei do jogo, e planejo jogar mais jogos da série, por série entenda jogos da Harebrained Schemes de Shadowrun para computador. 
Se você não conhece o universo de Shadorun recomendo ler o nosso post [“O que é…Shadowrun?”] antes de continuar este review, para saber em qual contexto se passa o jogo. É basicamente um [jogo de turnos] e nele acompanhamos a "sua história" (O personagem que você cria antes de iniciar o jogo), Molly, Glory e seus companheiros naquilo que seria um trabalho rotineiros, uma introdução do seu personagem a equipe, comandada por Molly. A campanha de Dragonfall se passa em Berlin, e eu levei mais ou menos 45 horas para completar tudo (tudo, tudo meeesmo!). 
        Os personagens que compõem a sua equipe são interessantes e possuem cada um sua própria historia anterior, com missões opcionais onde podemos explorar estas histórias ainda mais a fundo. O dialogo é bem escrito, e ao longo do jogo podemos conhecer bem cada um e temos a impressão de que cada um possui a sua própria personalidade. Gostaria que tivesse a opção de poder customizar mais as habilidades e equipamentos do time, mas entendo o motivo disso não ser permitido.
        A campanha não é exatamente linear, mas também não é totalmente livre, você receberá um conjunto de missões e pode escolher em qual ordem pode executar cada uma delas. A musica no jogo é muito boa e combina bem com o ambiente e tema, os efeitos sonoros nem tanto e caem no mesmo problema dos gráficos, pecam em  falta de profundidade e variedade.
 


        As mecânicas do jogo se assemelham ao Fallout original ou Baldur’s Gate, e podem agradar a qualquer um que já jogou o RPG de mesa, pois segue os mesmos moldes. O sistema de combate ainda empresta um pouco de Xcom, duas ações por turno, porcentagem de acerto, defender-se atrás de uma cobertura, contudo Shadowrun possui uma narrativa muito superior.
        Como Shadowrunner você ira em muitos locais que não poderia ir, e também precisa ganhar informações usando métodos não convencionais. Uma coisa que gostei bastante no jogo foi o trabalho de detetive que muitas vezes temos que realizar e que nem sempre há apenas uma única solução na maneira de obter a informação ou de se infiltrar. As habilidades do seu personagem são totalmente customizáveis, embora o jogo lhe mostre um conjunto de classes pré-fabricadas para quem ainda não é muito acostumado com o sistema, um fato interessante é que como todo bom RPG as opções de dialogo são bem diferentes, inclusive na historia, baseado nas opções e habilidades que o seu personagem pode executar. 
        O jogo não é muito bom no visual, como falei antes, é muito baseado em texto, o que para mim não é um problema (nem para você já que leu 473 palavras sobre um jogo) muitas vezes é como ler um livro, e todo mundo sabe que o livro é sempre melhor que o filme. Parabéns aos escritores que acrescentaram uma descrição completa do cenário e trejeitos dos habitantes passando muito mais credibilidade e imersão a história. 
 

Nota Geral do Jogo (0 a 5 Cafés):


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